quarta-feira, 17 de julho de 2013

Solteira e feliz: é possível?

Ser independente implica em ser solteira? Vale a pena? Especialistas analisam o que pode levar as mulheres a optarem pela "solteirice":


Solteiras por quê? Segundo a psicanalista Taty Ades, “estamos vivendo numa época onde o avanço da mulher atingiu o apogeu. Ela percebeu que, sozinha, pode ter mais opções em vários aspectos de sua vida, como seguir uma carreira profissional, ter metas para si mesma, não precisar de um marido para criar um filho. A mulher moderna se sente capaz de viver só e fazer mil tarefas ao mesmo tempo, não tendo mais as divisões antigas de papéis, onde ela era submissa e o homem, o provedor. Cada vez mais se sentem aptas à exercer papéis “masculinos”, deixando para trás valores e crenças. Conseguem planejar a vida de acordo com suas vontades e desejos e a sociedade atual, apesar de ainda machista, já oferece à ela a possibilidade de ser totalmente independente sexualmente, profissionalmente e  amorosamente”.

Individualidade, uma nova postura: “Hoje em dia, as pessoas querem sim um relacionamento estável, mas têm baixa tolerância aos desafios que a busca traz e as possíveis frustrações. Assim, quando decidem se relacionar, entre outras posturas, procuram alguém que as aceitem como são e não pensam em mudar nada para iniciar um relacionamento”, explica a especialista em relacionamentos Cláudya Toledo.

Feliz para sempre? A solidão é o maior fator para que uma mulher solteira convicta volte a querer encontrar um parceiro. Muitas vezes ela pensa sobre o tempo e a velhice e sente-se desmotivada com a opção que fez, então o medo pode ser um aliado na busca por um parceiro sério. Pode até existir um “feliz para sempre” para as solteiras, mas cada caso é um caso. Obviamente duas pessoas juntas e felizes completam uma harmonia maior e o crescimento do casal faz com que cada indivíduo da relação se fortaleça cada vez mais. Mas se pensarmos em uma mulher num casamento falido, cheio de mágoas e decepções, a opção de estar só é melhor do que a de fingir estar feliz”, opina a psicanalista Taty Ades.

Independência x Amor: “O movimento feminino e a abertura do mercado de trabalho foram muito importantes para a libertação profissional da mulher, mas isso não lhes trouxe o amor, como bem afirmou a PhD em relacionamento Dra. Pat Allen. Elas começaram a usar sua energia masculina para poder construir, fazer, investir no futuro profissional, mas a tendência é que cresçam profissionalmente e procurem um parceiro ou companheiro de vida”, acredita a especializada em relacionamentos, Margareth Signorelli.

Fonte: site Mulheres espertas

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